Alertas para cardiopatias no Dia Mundial da Saúde

Uma pessoa morre a cada 40 segundos por complicações cardíacas em todo o mundo

Conscientizar as pessoas sobre o cuidado com saúde para terem mais qualidade de vida e viver mais. Este é o objetivo do Dia Mundial da Saúde, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948 e celebrado anualmente no dia 7 de abril, desde 1950. Para relembrar a importância da data, a OMS lança todos os anos um tema e o deste ano é “Saúde para todos”.

Problemas cardíacos são as principais causas de mortes no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 17,5 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares anualmente em todo o mundo, uma média de 350 mil, o que representa uma vida perdida a cada 40 segundos. Somente este ano, mais de 83 mil pessoas morreram por complicações cardíacas em nosso país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

De acordo com Fernanda Tavares, cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, a maioria das cardiopatias pode ser prevenida se forem evitados fatores comportamentais de risco, como o uso de tabaco, dietas não saudáveis e obesidade, além da falta de atividade física e uso nocivo do álcool. “É fundamental que pessoas com doenças cardiovasculares ou propensas a isto, devido à presença de um ou mais fatores de risco como hipertensão, diabetes, hiperlipidemia ou doença já estabelecida, tenham diagnóstico e tratamento precoces”, destaca.

A cardiologista alerta ainda que os fatores de risco, associados às doenças cardiovasculares, são em grande parte silenciosos. “Não é possível saber que está com colesterol elevado até que se faça um exame. A partir disso, deve ser definida a estratégia de tratamento com o médico”, diz.

“Apenas com os resultados dos exames é possível orientar o paciente para prevenir desfechos graves como infarto ou AVC. Podemos usar como exemplo uma ação simples, como aferir a pressão. Muitas vezes, com o diagnóstico tardio de hipertensão não é possível reverter sequelas como insuficiência cardíaca ou renal”, finaliza a cardiologista