Fumar aumenta o risco de infarto

Alerta é do Hospital Cardiológico Costantini no Dia Nacional de Combate ao Fumo

No dia 29 de agosto foi comemorado, no Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma das principais causas de doença no mundo- matando cerca de 80 mil pessoas por ano no Brasil-, o ato de fumar é um importante fator de risco de várias doenças, entre elas as cardiovasculares. Por isso, o cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, Everton Dombeck, fez um importante alerta: o tabagismo pode colaborar para o desencadeamento de infarto, derrame, aumento da pressão arterial, aterosclerose e trombose, sendo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento destas patologias citadas.

De acordo com o cardiologista, algumas das substâncias encontradas no cigarro facilitam o processo de formação de placas de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos. Fora isso, ele ressalta ainda que, nos tabagistas, a formação de coágulos acontece com mais frequência. “Desta forma, haverá maior dificuldade para passagem do sangue e/ou interrupção completa da circulação, que, quando ocorre nas artérias do coração, pode desencadear o infarto agudo do miocárdio”, destaca.

Mesmo diante destes dados, Dombeck diz que muitos fumantes preferem continuar com o vício de fumar e correr o risco a ter que abandonar esta prática. “O cigarro, associado a outras doenças como obesidade, estresse, pressão alta, diabetes, é um gatilho para o desencadeamento do infarto. Além disso, é proibitivo o tabagismo com o uso de pílulas anticoncepcionais. Porém, o paciente só consegue parar de fumar quando ele se conscientiza que esta atitude é a melhor para a sua saúde. Só assim terá sucesso na decisão de largar o vício”, comenta. E continua: “entretanto, geralmente o fumante apresenta resistência em admitir que possui um ‘vício’ e que o cigarro, com todas as mais de 5 mil substâncias presentes em seu interior, desencadeia uma série de alterações no funcionamento do organismo, culminando com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e pulmonares que, no geral, são muito sérias e incuráveis. Fora a resistência que eles têm em tomar medicamentos para tentar equilibrar estas alterações clínicas encontradas. Por isso o tabagismo virou uma doença epidêmica”, conclui.

Dados importantes da OMS:

– O cigarro é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil e a Organização Mundial de Saúde reconhece o tabagismo como uma doença epidêmica;

– A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a milhares de substâncias tóxicas, que são fatores de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer;

– As mortes atribuídas ao uso de tabaco somam 6 milhões por ano mundialmente. Destas, mais de 5 milhões resultam do uso direto do tabaco, enquanto que 10%, ou 600 mil mortes são causadas a fumantes passivos, que inalam a fumaça do cigarro de outros;

– O número de mortes por uso de tabaco deve chegar a 8 milhões por ano em 2030.